Depoimentos

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Girlene Aciole Gonçalves (Palhaça Jasmimvoluntária há 14 anos

"A palavra que define o Big Riso para mim simplesmente é amor.
A sensação de alegria que sinto ao colocar minha fantasia e me maquiar de palhacinha é algo que me dá muito prazer, o entusiasmo toma conta de mim e me sinto plena ao poder dar e receber um pouco de alegria, amor e poder ver os sorrisos das crianças, dos voluntários e das pessoas nas ruas, é algo indescritível e acredito que o mundo precisa disso.
Quando estou de palhaça me sinto livre para poder abraçar desconhecidos, brincar e poder espalhar o amor e uma forma de expressar que o amor e o bem sempre vence. 
Entrei na MBigucci em dezembro de 2005, quando fiquei sabendo do projeto, topei na hora, por trabalhar lá, era mais ativa nas atividades e visitas, nunca tinha ouvido falar em trabalho voluntario antes, e ainda mais com crianças e isso que me motivou a querer participar.
Amo ser voluntaria do Big Riso pois a cada visita, cada carreata, cada tripriso, cada evento, aprendo, cresço e evoluo como ser humano.  
Me sinto feliz, honrada e grata por fazer parte."



Águeda Maria de Oliveira (Palhaça Maxchinela Pirulito), voluntária há 12 anos

"Estava passando um momento difícil na minha vida pessoal e profissional, com o falecimento dos meus pais, viagem dos meus filhos para fora do país e um divórcio, na época morava em São José dos Campos. Vim para São Paulo morar sozinha e fui procurar fazer o que gosto, fui ser voluntária na AACC crianças com câncer, e lá conheci a Roberta em 2007, ela foi fazer uma palestra na AACC, disse para ela que era um sonho ser palhacinha e fazer visitas nos hospitais, foi aí que comecei a fazer a visita com a Roberta no HSP. Sabe todos os problemas que achamos que temos? Doando uma parte do nosso tempo descobrimos que realmente não temos tantos problemas assim, e que o tempo é a solução. Não precisa nem fazer palhaçadas, só o brilho nos olhos de cada criança, de cada encontro das mães, parentes , conversando, estamos lá só para dar atenção e amor. Faz muito bem para os pacientes e também para nós. É muito gratificante saber que podemos simplesmente com nossa presença, dar amor atenção, e fazer o que gosto, não tem preço. Agradeço sempre  de conhecer a Roberta e poder fazer parte deste grupo maravilhoso, fico chateada quando não consigo participar de um evento ou de fazer as visitas nos hospitais. Já faz parte da minha vida.”


Camila Risetto (palhaça Espevita)

“Conheci o Big Riso em uma palestra que a Roberta fez em 2008 na Associação de Apoio à Criança com Câncer. Na época falei à Roberta que meu sonho era fazer um trabalho voluntário como este e ela me convidou. Desde então, há 11 anos, sou a Machinela Pirulito, irmã gêmea da Spiningrifka Pirulito (Roberta Bigucci).”



Dennys Chinato e Rafaela Mader (Tutti & Frutti)

“A gente sempre acompanhou o Big Riso pelas redes sociais. Sempre tínhamos vontade de participar, mas achávamos que não era para a gente. Até que um dia fizemos contato, fomos à visita no hospital e isso mudou nossa vida. Toda vez que chegamos em casa é uma lição nova que faz a gente pensar e ver que não temos problema nenhum. É um voluntariado que a gente pretende levar até ficar velhinho.”
“Eu embarquei no Big Riso com o Dennys meu marido, e estamos sempre juntos no hospital. Sempre procuramos cursos para fazer, e estar presentes nas escalas dos hospitais. E nos eventos extras, fora dos hospitais, levamos também nossos filhinhos: o Matheus, que é o Luigi, e a Giulia que é a Minnie.”



Rosimeire Alves (palhaça Kinininha)

"Estou entrando para o Big Riso motivada pelo meu marido, Lázaro, que se tornou o voluntário ‘Miudinho’ em 2018. Eu o ajudei a construir sua roupa e seu personagem. Ele está muito feliz com o grupo e me contagiou também. Me emociono só de ouvi-lo, pois o trabalho é maravilhoso."




Lázaro de Almeida Pinto (palhaço Miudinho)

"Há alguns anos a entidade que eu trabalho, a ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing no Brasil), premiou algumas empresas e entre elas a MBigucci, com o case do Big Riso. Eu até já conhecia a empresa e o trabalho do grupo, mais foi neste momento que me interessei em participar. Eu sempre quis ser palhaço e não tinha coragem e aqui, no Big Riso, sou de corpo e alma."







Rita Santos [(Assessora de Imprensa) Voluntária]

"É indescritível quando você coloca a roupa de palhaço do Big Riso. A transformação transcende à pintura e à roupa, incorporando à alma e fazendo brotar uma alegria instantânea, que muitas vezes a gente nem sabia que existia em nós...

Esse é só o começo, pois quando chegamos ao hospital, os vigias, os porteiros, as enfermeiras, as moças da limpeza, as ascensoristas, em fim, por onde passamos as pessoas abrem um sorriso só de nos ver... Não tem problema se você é tímido ou brincalhão, os sorrisos virão da mesma forma!

Ao adentrarmos o ambulatório e os quartos de oncopediatria, mais surpresas: o silêncio e o eco do som da tv dão lugar a olhinhos brilhantes, gargalhadas, conversas e muita animação das crianças e seus papais!

Você pode perguntar, mas as crianças não estão doentes? Sim! mas acima de tudo estão cheias de vontade de brincar. Isso realmente é contagiante! A alegria e o ânimo dos pequenos, mesmo em situações mais difíceis, nos fazem esquecer de qualquer coisa e só brincar, brincar e brincar com elas.

Não podemos nos esquecer dos papais e mamães, muitas vezes angustiados, mas que só de verem o filho sorrindo, já abrem um sorriso também.

Vale lembrar ainda dos pacientes idosos que encontramos pelo caminho, como são carinhosos. Basta um elogio: “nossa adorei a cor do seu cabelo”, ou “que saudades, como a senhora está bonita hoje!” e o carinho volta em dobro, com abraços, sorrisos e elogios!!! É uma troca muito boa!

Todos eles (crianças, familiares, pacientes, médicos e funcionários) realmente nos esperam nos dias de visita. E como é bom visitá-los!!!

A experiência de fazer alguém feliz, gera mais felicidade ainda!

Experimente você também!"





Marcos D. de Paula  [(Psicanalista) Voluntário]


"Muito além de roupas engraçadas, nariz vermelho, acessórios grandes e rosto pintado, a ação de vestir-se e “agir como Palhaço” é uma atitude que exige uma análise muito séria e responsável sobre algumas questões que envolvem o ato de brincar, de fazer palhaçadas e consequentemente de “buscar sorrisos...”, como o expor-se de maneira diferente, chamando a atenção para o ridículo, o desigual e até mesmo o inadequado, que estará sempre dentro de nossa sociedade [em cada um de nós] em suas mais diferentes dimensões e (des)entendimentos.

Desenvolver essa ação do “ser Palhaço” pede ainda reflexão, dedicação e despojamento na medida em que demonstramos um lado “sem armaduras e sem outras máscaras” que carregamos cotidianamente na busca de nos proteger daquilo que nos ensinaram e costumamos chamar de defeitos, de coisas feias que não cabem numa sociedade que se intitula “educada e desenvolvida”; onde algumas fragilidades e limitações do ser humano muitas vezes são confundidas com incapacidade e/ou pouca energia física e psíquica.

Por essas e outras questões não menos importantes, o Palhaço sendo um arquétipo social, é também um indicador da cultura que teatraliza momentos do cotidiano de maneira lúdica, crítica e humorística, capaz de provocar a descontração e o bom humor que pode beneficiar ímpares e inusitados momentos de interpretações... dentro de todo e qualquer espaço, até mesmo em hospitais, onde todas as ações são pensadas e medidas previamente com muita objetividade e racionalidade pelos profissionais da saúde; o que favorece sobremaneira o “choque da atuação do Palhaço”, que leva com sua imagem e seu universo brincante e responsável a chance real da troca, do jogo e do riso verdadeiro entre todos, numa dinâmica de solidariedade e respeito mútuo."




Maria Cecília Freitas De Nadai - CHIQUINHA

Quando conheci a Tati uma meninha cega devido o tumor, me impressionei com a forma linda dela enxergar a vida... ela realmente exergava. No nosso primeiro contato ela me chamou de linda e disse que seríamos sempre amigas, ela segurava minha mão e sentia meu cabelo ... Nas outras visitas que sucedaram após o nosso primeiro contato apenas tocando em sua mão ela já sabia que era eu que tinha chegado para brincar com ela.




Regina Célia Bernardes - PIPA

O fato mais emocionante para mim foi quando estava brincando com uma garotinha que tinha descoberto o cancer naquela semana e a mãe foi informar que os seus cabelinhos iriam cair. Como tinha cabelos longos e cacheados então brincamos muito com ela, e a mãe junto comigo(PIPA) combinamos que seria feito uma peruquinha para ela dos próprios cabelos. Então foi uma felicidade só e muita risada, pois ela queria uma peruca rosa, azul......
E o mais impressionante foi o olhar da mãe que mesmo no meio da "tristeza" conseguiu tirar forças para aguentar a barra e seguir em frente.



Daianny Carvalho - PAKITINHA

Experiência boa: Já tive muitas experiências boas, mas a sensação de conseguir arrancar o sorriso de um garotinho que no começo não queria nem olhar para a sua cara e depois brincava e ria com você é gratificante, e ouvir um: - Eu te amo daqui até no meu coração de uma menininha chamada Larissa que não está mais entre nós me marcou para o resto da vida.




Rosemara Toneto- LINDINHA

Uma experiência boa que tive, foi chegar na Fundação no meu primeiro dia e a criançada nos receber com a maior alegria, isso me deixou completamente aliviada, pois estava receosa do que iria encontrar lá. Dei muita risada, brinquei muito e ainda fiquei presa no bau de brinquedos, onde cai na graça de me enfiar lá dentro. Foi muito gostoso.

Uma experiência ruim??? Não digo ruim, mas uma lição de vida. Que ao sair do Mario Covas na minha primeira vez lá, eu conheci o Zezinho, um garotinho com cancer de pele, aquilo me deixou assustada, mas que depois procurei fazê-lo a dar risada e consegui tirar um sorriso. Cheguei em casa contando aos meus pais sobre o meu dia e comecei a chorar, foi então que percebi que reclamamos por coisas inuteis e essas crianças mesmo com essa doença, são alegres e tem garra para superar esse obstáculo. Mesmo sendo aprendiz de palhaça, eu sou feliz por fazer parte deste grupo.




Carlos Rene Issa - BANGUELA

Bom dia amigos palhaçosssss, quando li esse email processei rapidamente meus dois momentos, por sinal inesquecíveis. Melhores momentos foram inúmeros, mas me recordo de um momentos especial. Na minha primeira visita do Big Riso há pouco mais de um ano, me impressionou muito o estado de um menino, que estava todo enfaixado, apenas com o rostinho aparente bem branquinho e cheio de escaras, era o nosso Zezinho. Vi que ele não sorria e tinha uma aparencia de dor e incômodo, dei um tchauzinho para ele e ele me retribuiu. Confesso na época ter achado que ele não aguentaria a barra. Em nenhuma das  minhas próximas visitas vi o Zezinho e sempre pensava como ele estaria. Tinha medo de perguntar a Rose pois acreditava que não iria receber uma boa notícia. Foi quando em uma de minhas últimas visitas entro na pediatria do Mário Covas e vejo um menino pequenino, sorridente, de calça jeans e camisa social no corredor, era ele, bem melhor e brincalhão. Fiquei muito contente e fui brincar com ele na brinquedoteca. Este com certeza foi meu momento especial nestes quinze meses de palhaço.




Thaís Teles - ACEROLA

A experiência boa foi minha primeira visita ao Hospital Mario Covas.
Quando ainda podíamos levar bonecas e etc, etc, e eu levei minha boneca de pano, e quando entrei em um quarto tinha uma menininha que não me recordo o nome, fazendo fisioterapia porque estava com alguns músculos atrofiados. (E o braço que não queria mexer) Mas quando chegamos e ela viu minha boneca, ela mexeu o braço para tentar pegar a boneca, e começou a mandar beijinhos com as mãos, e abraçou a boneca... De uma forma eu ajudei ela a se mexer, a boneca foi um estímulo para ela mexer os braços.
Foi muito gratificante, por que mostrou que não estamos nos Hospitais à toa, estamos para poder ajudar. E isso me deixa muito emocionada quando lembro.



Mônica Acêncio - CRYSTAL

A boa, é qdo estavamos no Mario Covas alegrando uma adolescente de 16 anos e ela aparentava impaciencia, intolerancia...mudamos a abordagem...começamos apenas a conversar como adultos e no fim fizemos o convite para que ela fizesse parte do Big Riso quando ela melhorasse...e ela aceitou!!




Roberta Bigucci - SPININGRIFKA PIRULITO

Uma vez me disseram que não devíamos nos envolver muito com as crianças, mas não consegui, e fui visitar a Morgana ( 12 anos) no Hospital. Fui de Roberta e não de "Pirulito".  Sua mãe, que a princípio não me reconheceu, pois só me conhecia como "Pirulito" ficou muito feliz com minha visita e disse que a Morgana falava muito de mim e sempre comentava da minha maquiagem e das minhas roupas de palhaço.  Aquela era a imagem que ela tinha de mim. Graças a  Deus ela não me viu , pois quando cheguei no quarto e ela tinha acabado de dormir e isso não tirou a ilusão da cabecinha dela. 
Infelizmente, ela partiu, mas eu agradeço a Deus todos os dias, por  ter fugido da regra do "não envolvimento", pois mesmo sem me ver, ela soube pela mãe, que a "palhacinha tinha ido vê-la fora de um dia de visita dos palhaços" e isso a deixou muito feliz e a fez se sentir muito importante, conforme disse sua mãe.




Mônica Elaine Binda - BORBOLA

No começo era mais uma adolescente com a doença, mas em poucos minutos ela nos cativou. Sempre contava como era bonita, como eram os seus cabelos, e como fazia "bagunça" com os amigos. 
A sua alegria era emocionante, pois apesar de saber que sua situação era gravíssima, sempre acreditou que podia se curar.
Infelizmente ela nos deixou. A Val "era" uma adolescente que adorava conversar, cantar, dançar que apesar de não estar mais entre nós deixou muitas saudades, mas que certamente está encantando a todos onde está. Nunca nos esqueceremos de seu sorriso.
SAUDADES.