Depoimentos

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Fernanda de Souza Silva (palhaça Docinho)

"Com o Big Riso, comecei a dar mais valor à vida e a parar de reclamar tanto.

A MBigucci foi meu primeiro emprego, com 16 anos, hoje sou professora de educação infantil (o tempo passou tão rápido, risos). Então, sempre tive muito carinho pelo Big Riso. Teve um ano que eu cobria as pessoas que não podiam ir. E cada dia, era um dia! Eu amava levar alegria ao ir às visitas.

A mensagem que eu deixo é: ame  hoje, sorria, abrace e beije... o amanhã poderá ser tarde demais. Somos passageiros demais!"



Gabriela Mariana Dauer Rodrigues (palhaça Ziba)

"Eu era a tapa buraco na escala (risos), também era jovem e não tinha muito traquejo social – acho que era mais uma criança indo brincar com outras crianças. Após meu retorno ao grupo (2019), percebi que nesse  intervalo as crianças mudaram MUITO: o jeito de falar, os temas que conversavam, a naturalidade com assuntos mais adultos. Foi realmente algo curioso de vivenciar.

O trabalho voluntário é algo que melhora a vida tanto de quem é ajudado, quanto de quem ajuda. É clichê, mas é verdadeiro!

De aprendizado, acho que são muitos. Mas vou destacar a habilidade de permanecer no papel de palhaça diante de situações difíceis de presenciar, procurando distrair e também transmitir sempre algo positivo para os pacientes e familiares e ajudar mesmo que um pouquinho eles a passarem por esse momento difícil. 

Meu conselho para os novos ou antigos voluntários é sempre se esforçar para separar a vida de fora da visita, para a vida no momento da visita. As crianças percebem quando você quer ir embora ou não está focado ali no momento presente, sabe? Não faça esse trabalho por ser bonito para sociedade, faça por interesse genuíno."



Girlene Aciole Gonçalves (palhaça Jasmim)

"A palavra que define o Big Riso para mim simplesmente é amor.

A sensação de alegria que sinto ao colocar minha fantasia e me maquiar de palhacinha é algo que me dá muito prazer. O entusiasmo toma conta de mim e me sinto plena ao poder dar e receber um pouco de alegria, amor e poder ver os sorrisos das crianças, dos voluntários e das pessoas nas ruas. É algo indescritível e acredito que o mundo precisa disso. Quando estou de palhaça me sinto livre para poder abraçar desconhecidos, brincar e poder espalhar o amor e uma forma de expressar que o amor e o bem sempre vence. 

Entrei na MBigucci em dezembro de 2005. Quando fiquei sabendo do projeto, topei na hora, por trabalhar lá, era mais ativa nas atividades e visitas. Nunca tinha ouvido falar em trabalho voluntário antes, ainda mais com crianças, e isso que me motivou a querer participar. Amo ser voluntária do Big Riso pois, a cada visita, cada carreata, cada Trip Riso, cada evento, aprendo, cresço e evoluo como ser humano. Me sinto feliz, honrada e grata por fazer parte!"



Águeda Maria de Oliveira (palhaça Maxchinela Pirulito)

"Estava passando por um período difícil na minha vida pessoal e profissional, quando decidi ser voluntária na AACC (Associação de Apoio à Criança com Câncer). Foi lá, em 2007, que conheci o Big Riso, em uma palestra. Era um sonho para mim ser palhacinha nos hospitais e, com o incentivo da Roberta, comecei no Hospital do Servidor Público Estadual. Sabe todos os problemas que achamos que temos? Doando parte do nosso tempo descobrimos que realmente não são tantos assim, e que o tempo é a solução. É muito gratificante saber que podemos simplesmente com nossa presença, dar amor e atenção, e fazer o que gosto, não tem preço. Agradeço sempre poder fazer parte deste grupo maravilhoso, já faz parte da minha vida."



Camila Risseto (palhaça Espevita)

        "Conheci o Big Riso através do site e, desde a primeira visita, me apaixonei! Participar desse projeto mudou a minha vida. Sou muito grata e, a cada ano que passa, só aumenta meu orgulho."



Dennys Chinato e Rafaela Mader (palhaços Tutti & Frutti)


        “A gente sempre acompanhou o Big Riso pelas redes sociais. Sempre tínhamos vontade de participar, mas achávamos que não era para a gente. Até que um dia fizemos contato, fomos à visita no hospital e isso mudou nossa vida. Toda vez que chegamos em casa é uma lição nova que faz a gente pensar e ver que não temos problema nenhum. É um voluntariado que a gente pretende levar até ficar velhinho.”

        “Eu embarquei no Big Riso com o Dennys, meu marido, e estamos sempre juntos no hospital. Sempre procuramos cursos para fazer e estar presentes nas escalas dos hospitais. E nos eventos extras, fora dos hospitais, levamos também nossos filhinhos: o Matheus, que é o Luigi, e a Giulia que é a Minnie.”





Rosimeire Alves (palhaça Kinininha)

        "Estou entrando para o Big Riso motivada pelo meu marido, Lázaro, que se tornou o voluntário ‘Miudinho’ em 2018. Eu o ajudei a construir sua roupa e seu personagem. Ele está muito feliz com o grupo e me contagiou também. Me emociono só de ouvi-lo, pois o trabalho é maravilhoso."


Lázaro de Almeida Pinto (palhaço Miudinho)

        
"Há alguns anos a entidade que eu trabalho, a ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing no Brasil), premiou algumas empresas e entre elas a MBigucci, com o case do Big Riso. Eu até já conhecia a empresa e o trabalho do grupo, mais foi neste momento que me interessei em participar. Eu sempre quis ser palhaço, mas não tinha coragem. E aqui, no Big Riso, sou de corpo e alma."





Rita Santos [(Assessora de Imprensa) Voluntária]

        "É indescritível quando você coloca a roupa de palhaço do Big Riso. A transformação transcende à pintura e à roupa, incorporando à alma e fazendo brotar uma alegria instantânea, que muitas vezes a gente nem sabia que existia em nós...

        Esse é só o começo, pois quando chegamos ao hospital, os vigias, os porteiros, as enfermeiras, as moças da limpeza, as ascensoristas, em fim, por onde passamos as pessoas abrem um sorriso só de nos ver... Não tem problema se você é tímido ou brincalhão, os sorrisos virão da mesma forma!

        Ao adentrarmos o ambulatório e os quartos de oncopediatria, mais surpresas: o silêncio e o eco do som da TV dão lugar a olhinhos brilhantes, gargalhadas, conversas e muita animação das crianças e seus papais!

        Você pode perguntar, mas as crianças não estão doentes? Sim! mas acima de tudo estão cheias de vontade de brincar. Isso realmente é contagiante! A alegria e o ânimo dos pequenos, mesmo em situações mais difíceis, nos fazem esquecer de qualquer coisa e só brincar, brincar e brincar com elas.

        Não podemos nos esquecer dos papais e mamães, muitas vezes angustiados, mas que só de verem o filho sorrindo, já abrem um sorriso também.

        Vale lembrar ainda dos pacientes idosos que encontramos pelo caminho, como são carinhosos. Basta um elogio: “nossa adorei a cor do seu cabelo”, ou “que saudades, como a senhora está bonita hoje!” e o carinho volta em dobro, com abraços, sorrisos e elogios!!! É uma troca muito boa!

        Todos eles (crianças, familiares, pacientes, médicos e funcionários) realmente nos esperam nos dias de visita. E como é bom visitá-los!!!

        A experiência de fazer alguém feliz, gera mais felicidade ainda!
 
        Experimente você também!"





Marcos D. de Paula  [(Psicanalista) Voluntário]


        "Muito além de roupas engraçadas, nariz vermelho, acessórios grandes e rosto pintado, a ação de vestir-se e “agir como Palhaço” é uma atitude que exige uma análise muito séria e responsável sobre algumas questões que envolvem o ato de brincar, de fazer palhaçadas e consequentemente de buscar sorrisos, como o expor-se de maneira diferente, chamando a atenção para o ridículo, o desigual e até mesmo o inadequado, que estará sempre dentro de nossa sociedade [em cada um de nós] em suas mais diferentes dimensões e (des)entendimentos.

        Desenvolver essa ação do “ser Palhaço” pede ainda reflexão, dedicação e despojamento na medida em que demonstramos um lado “sem armaduras e sem outras máscaras” que carregamos cotidianamente na busca de nos proteger daquilo que nos ensinaram e costumamos chamar de defeitos, de coisas feias que não cabem numa sociedade que se intitula “educada e desenvolvida”; onde algumas fragilidades e limitações do ser humano muitas vezes são confundidas com incapacidade e/ou pouca energia física e psíquica.

Por essas e outras questões não menos importantes, o Palhaço sendo um arquétipo social, é também um indicador da cultura que teatraliza momentos do cotidiano de maneira lúdica, crítica e humorística, capaz de provocar a descontração e o bom humor que pode beneficiar ímpares e inusitados momentos de interpretações... dentro de todo e qualquer espaço, até mesmo em hospitais, onde todas as ações são pensadas e medidas previamente com muita objetividade e racionalidade pelos profissionais da saúde; o que favorece sobremaneira o “choque da atuação do Palhaço”, que leva com sua imagem e seu universo brincante e responsável a chance real da troca, do jogo e do riso verdadeiro entre todos, numa dinâmica de solidariedade e respeito mútuo."




Maria Cecília Freitas De Nadai (palhaça Chiquinha)

        "Quando conheci a Tati uma meninha cega devido o tumor, me impressionei com a forma linda dela enxergar a vida... ela realmente enxergava. No nosso primeiro contato ela me chamou de linda e disse que seríamos sempre amigas, ela segurava minha mão e sentia meu cabelo. Nas outras visitas que se sucederam após o nosso primeiro contato, apenas tocando em sua mão ela já sabia que era eu que tinha chegado para brincar com ela."




Regina Célia Bernardes (palhaça Pipa)

        "O fato mais emocionante para mim foi quando estava brincando com uma garotinha que tinha descoberto o câncer naquela semana e a mãe foi informar que os seus cabelinhos iriam cair. Como tinha cabelos longos e cacheados, então brincamos muito com ela, e a mãe junto comigo (Pipa) combinamos que seria feito uma peruquinha para ela dos próprios cabelos. Então foi uma felicidade que só e muita risada, pois ela queria uma peruca rosa, azul...
        E o mais impressionante foi o olhar da mãe que mesmo no meio da "tristeza" conseguiu tirar forças para aguentar a barra e seguir em frente."



Daianny Carvalho (palhaça Pakitinha)

        "Experiência boa: Já tive muitas experiências boas, mas a sensação de conseguir arrancar o sorriso de um garotinho que no começo não queria nem olhar para a minha cara e depois brincava e ria comigo é gratificante. E ouvir um: -Eu te amo daqui até no meu coração. Isto veio de uma menininha chamada Larissa, que não está mais entre nós, mas me marcou para o resto da vida."




Rosemara Toneto (palhaça Lindinha)

        "Uma experiência boa que tive, foi chegar na Fundação no meu primeiro dia e a criançada nos receber com a maior alegria, isso me deixou completamente aliviada, pois estava receosa do que iria encontrar lá. Dei muita risada, brinquei muito e ainda fiquei presa no baú de brinquedos, onde cai na graça de me enfiar lá dentro. Foi muito gostoso!

        Uma experiência ruim? Não digo ruim, mas uma lição de vida. Ao sair do Hospital Mário Covas na minha primeira visita, eu conheci o Zezinho, um garotinho com câncer de pele. Aquilo me deixou assustada, mas depois que procurei fazê-lo dar risada e consegui tirar um sorriso, cheguei em casa contando aos meus pais sobre o meu dia e comecei a chorar. Foi então que percebi que reclamamos por coisas inúteis e essas crianças, mesmo com essa doença, são alegres e tem garra para superar esse obstáculo. Mesmo sendo aprendiz de palhaça, eu sou feliz por fazer parte deste grupo."




Carlos Rene Issa (palhaço Banguela)

    "Bom dia amigos palhaçosssss, quando li esse e-mail [coleta de depoimentos] processei rapidamente meus dois momentos, por sinal inesquecíveis. Melhores momentos foram inúmeros, mas me recordo de um momentos especial. Na minha primeira visita do Big Riso há pouco mais de um ano, me impressionou muito o estado de um menino, que estava todo enfaixado, apenas com o rostinho aparente bem branquinho e cheio de escaras, era o nosso Zezinho. 
    Vi que ele não sorria e tinha uma aparência de dor e incômodo, dei um tchauzinho para ele e ele me retribuiu. Confesso na época ter achado que ele não aguentaria a barra. Em nenhuma das  minhas próximas visitas vi o Zezinho e sempre pensava como ele estaria. Tinha medo de perguntar a Rose, pois acreditava que não iria receber uma boa notícia. 
    Foi quando em uma de minhas últimas visitas entro na pediatria do Mário Covas e vejo um menino pequenino, sorridente, de calça jeans e camisa social no corredor. Era ele, bem melhor e brincalhão. Fiquei muito contente e fui brincar com ele na brinquedoteca. Este com certeza foi meu momento especial nestes quinze meses de palhaço!"



Mônica Acêncio (palhaça Crystal)

        "A boa, é quando estávamos no Hospital Mário Covas alegrando uma adolescente de 16 anos e ela aparentava impaciência, intolerância. Mudamos a abordagem: começamos apenas a conversar como adultos e no fim fizemos o convite para que ela fizesse parte do Big Riso quando ela melhorasse. Acredita que ela aceitou?"




Roberta Bigucci (palhaça Spiningrifika Pirulito)

        "Uma vez me disseram que não devíamos nos envolver muito com as crianças, mas não consegui, e fui visitar a Morgana (12 anos) no Hospital. Fui de Roberta e não de "Pirulito". Sua mãe, que a princípio não me reconheceu, pois só me conhecia como "Pirulito", ficou muito feliz com minha visita e disse que a Morgana falava muito de mim e sempre comentava da minha maquiagem e das minhas roupas de palhaço. Aquela era a imagem que ela tinha de mim! Graças a  Deus ela não me viu , pois quando cheguei no quarto, ela tinha acabado de dormir e isso não tirou a ilusão da cabecinha dela. 
Infelizmente, ela partiu, mas eu agradeço a Deus todos os dias, por ter fugido da regra do "não envolvimento", pois mesmo sem me ver, ela soube pela mãe, que a "palhacinha tinha ido vê-la fora de um dia de visita dos palhaços" e isso a deixou muito feliz e a fez se sentir muito importante, conforme disse sua mãe."




Mônica Elaine Binda (palhaça Borbola)

        "No começo era mais uma adolescente com a doença, mas em poucos minutos ela nos cativou. Sempre contava como era bonita, como eram os seus cabelos, e como fazia "bagunça" com os amigos. 
A sua alegria era emocionante, pois, apesar de saber que sua situação era gravíssima, sempre acreditou que podia se curar.
Infelizmente ela nos deixou. A Val "era" uma adolescente que adorava conversar, cantar, dançar e que apesar de não estar mais entre nós, deixou muitas saudades, mas certamente está encantando a todos onde está. Nunca nos esqueceremos de seu sorriso. Saudades!"